Curso: A dança e o Yôga. Coreografia de ásana
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Dirigirei o curso "A dança e o Yôga" no próximo dia 7 de Janeiro de 2 012, no Ashram Pashupati. O curso destina-se a instrutores e praticantes de Yôga e a todos os interessados. A Instrutora Anabela Duarte da Silva é a organizadora.
O plano do curso é o seguinte:
Introdução
I - SwáSthya Yôga – O Yôga antigo
Cronologia histórica do Yôga
Definições
II – Características do ásana
III – Mudrá
IV – O símbolo e a sua expressão na coreografia. O salto ontológico
V – A coreografia de ásana: centralidade vivencial
VI – Dança e coreografia de ásana: a mesma origem
VII – Dança e coreografia: o retorno ao âmago
VIII – Aspectos práticos
. preparação de uma coreografia
. técnicas para desenvolver a coreografia.
. Técnicas para aprimorar uma coreografia.
. Técnicas para treinar uma coreografia.
. Técnicas para improvisar uma coreografia.
Deixo-vos um um texto de minha autoria que consta da documentação que será entregue no curso. Perceberão que irei ligar a dança e a coreografia de ásana. E estas e o mudrá.
No SwáSthya Yôga e na dança indiana, a palavra mudrá designa, exclusivamente, os gestos feitos com mãos e dedos [1]. Esses gestos são extremamente ricos, pois contêm significações distintas, que são percebidas de acordo com o contexto e com a pessoa que as percebe, mas também têm significação universal que ultrapassa tempo e espaço, revelando verdades, valores, conceitos, estados emocionais, universais, mas percebidos de modo único por cada um de nós, possibilitando uma múltipla interpretação, destaca-se que os mudrá possibilitam, por si só, a realização de alguns estados de consciência, como ensina Eliade[2]
mediante a ressonância nas camadas mais profundas do ser humano como resultado do redescobrimento da "mensagem" velada em todo o gesto arquetípico.
O Yôga e as danças tradicionais da Índia, algumas estão contidas no Yôga, revelam o significado dos mudrá que são manifestações de ideias e sentimentos expressos através de símbolos – os gestos. São um legado da humanidade, proveniente do paleolítico, capazes de impregnar o nosso ser, de modo objectivo. São uma ponte entre o mundo sensível e o mundo das ideias.
[1] Cfr. Shivánada, Tantra Yôga. Nada Yôga. Kriyá Yôga, p. 49: "El Mudrá es el ritual de los gastos manuales."; Kastberger, Léxico de FILOSOFIA HINDU, p. 187: "designa prácticamente el simbolismo de los gestos en los tantras; 2) sellos; 3) significa los gestos y posiciones de los dedos".
[2] Mircea Eliade, El Yôga. Inmortalidad y Libertad, p. 159
João Camacho

